América do Sul ultrapassa Europa em imunizados contra Covid

Região tem o maior percentual de vacinados com duas doses contra a doença. Entre os países, Chile (84,9%) e Uruguai (76,4%) lideram

A América do Sul é a região com mais pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19 em todo o mundo. Desde o dia 26 de novembro, o subcontinente ultrapassou a Europa em percentual da população com o ciclo vacinal completo contra a doença e se consolidou como líder na corrida pela imunização.

Por aqui, ao menos 61% dos indivíduos estão imunizados, contra 59,5% dos moradores da Europa. Os números são proporcionais ao total da população nas regiões, para que as comparações entre locais com mais ou menos habitantes consigam ser realizadas.

Chile e Uruguai aparecem em primeiro e segundo lugar respectivamente no ranking, com 84,9% e 76,4% de vacinados com duas doses. O Brasil está em 5º na região, atrás ainda de Argentina (67,9%) e Equador (65,7%). Segundo a plataforma Our World in Data, 65,3% dos brasileiros estão imunizados contra o coronavírus.

“Nossa cultura aqui na América do Sul é de procuramos os postos de vacinação”, explica o médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Julival Ribeiro.

“Aqui no Brasil temos, apesar de todas as dificuldades, uma das melhores estratégias para vacinação com aos cuidados devidos ao alcance do SUS. Além disso, apesar de alguns poucos casos, ao contrário da América do Norte, principalmente devido aos Estados Unidos, grupos contra a vacinação que disseminam mentiras sobre as vacinas não são tão fortes, e isso explica nossos números”, diz.

Em último lugar aparece a África, com apenas 8% da população totalmente vacinada.

A situação vem preocupando autoridades sanitárias. Impulsionada pelas variantes Delta e Ômicron do novo coronavírus, o número de infectados vem aumentando de forma assustadora no continente, segundo informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), nessa terça-feira (14/12).

Países da Europa e da Ásia Central também enfrentam uma nova onda de Covid-19. Em novembro, a OMS disse que estava “muito preocupada” com a alta de casos.

Hans Kluge, diretor regional da OMS, disse que 500 mil novas mortes podem ocorrer até março, se medidas urgentes não forem adotadas.

*Fonte: Metrópoles

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