Ansiedade, alimentação e compulsão alimentar.

Nos dias de hoje, a alimentação tornou-se uma fuga para o estresse diário e ansiedade. Gerando-se um nível de compulsão alimentar na população, que busca consumir alimentos prazerosos, no entanto, ricos em sódio, gorduras ruins e açúcares. A falta de tempo ou disposição também aumenta a procura de alimentos rápidos, que diminui a ingestão de grãos integrais, legumes e frutas. Isso vem causando diversos distúrbios nos nossos organismos e aumentando a prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Mortes relacionadas a alimentação, como se pode ver em um novo estudo do Instituto de Medição e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington (Health Metrics and Evaluation), os hábitos alimentares ruins vem causando mais mortes do que o tabaco e casos de hipertensão arterial.
A ansiedade também é um grande problema, pois em grandes partes dos casos está relacionada a compulsão alimentar e isso acaba se tornando uma rotina cujo o aumento de ingestão calórica pode levar o indivíduo ao sobrepeso ou obesidade e outras doenças como hipertensão, diabetes, esteatose hepática, dislipidemia entre outras. No Brasil, a taxa de pessoas com transtornos de ansiedade é a maior no mundo e o quinto em casos de depressão. Em uma estimativa recente divulgada dia 23/02/2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população.
Compulsão alimentar caracteriza-se por uma grande ingestão de alimentos em um período curto de tempo, relacionada ao descontrole da quantidade e do que se come. Existem estudos que relacionam o prazer da alimentação com o mesmo prazer do uso de drogas, por causa da liberação de serotonina e dopamina. Essas alterações no metabolismo da serotonina, estimulam o aumento de apetite geralmente por doces e carboidratos refinados. A ação dos neurotransmissores podem ser controladas por meio de uma alimentação rica em magnésio, algumas vitaminas do complexo B, carboidratos e alguns aminoácidos específicos. Com o auxílio de um nutricionista você poderá fazer toda essa modulação e adaptação do comportamento alimentar, garantindo uma melhor qualidade de vida e de saúde.
Texto escrito pelo:
Nutricionista Gustavo Rodrigues Carneiro
CRN 1: 14.389

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