Covid-19: Hospital de Campanha do Gama é inaugurado no DF com 100 leitos de cuidados intermediários

Entregue com 24 dias de atraso, unidade começa receber pacientes nesta sexta-feira (7). Outros dois hospitais estão em construção, sem prazo para funcionamento.

Leitos de UTI no Hospital de Campanha do Gama, no DF — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

Leitos de UTI no Hospital de Campanha do Gama, no DF — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o primeiro dos três novos hospitais de campanha para atender pacientes com a Covid-19. A unidade, instalada no Gama, conta com 100 leitos de unidades de cuidados intermediários (UCI) e começa a funcionar nesta sexta-feira (7) .

O Executivo pretende instalar outros dois hospitais de campanha, um na Asa Norte e outro em Ceilândia, ainda sem prazo definido. No entanto, quando as unidades de saúde foram anunciadas, em março, o governo afirmou que elas “receberiam pacientes” a partir de 14 de abril. A entrega do primeiro local, portanto, ocorre com 24 dias de atraso.

Entretanto, durante coletiva à imprensa, pela manhã, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que “a obra foi feita no prazo correto” e que “a contratação da empresa [responsável pela gestão da unidade] foi muito rápida”. O Chefe do Executivo ainda prometeu outra unidade até o fim da próxima semana.

Até a publicação desta reportagem, 24 pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 estavam à espera de um leito de UTI na rede pública do DF (veja mais abaixo).

No evento, o governador também comentou que, com a abertura dos hospitais de campanha, o DF terá “condições de voltar com as cirurgias eletivas” na capital. Esse tipo de procedimento está suspenso em Brasília desde 28 de fevereiro, devido ao aumento na taxa de ocupação de leitos.

Aglomeração na cerimônia de inauguração do Hospital de Campanha do Gama, no DF — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

Aglomeração na cerimônia de inauguração do Hospital de Campanha do Gama, no DF — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

Durante a solenidade de inauguração, a reportagem flagrou pontos de aglomeração (foto acima). Enquanto autoridades falavam, dezenas de pessoas, sem respeitar o distanciamento social, se reuniram para escutar. Situação semelhante ocorreu durante abertura do Hospital de Campanha de Ceilândia, em janeiro.

Leitos de UCI x UTI

Inicialmente, o governador e outros membros do Executivo informaram que os hospitais de campanha da capital teriam 300 vagas de unidade de terapia intensiva (UTI) cada. Posteriormente, o GDF recuou e disse que, na verdade, os leitos seriam de UCI (veja mais abaixo).

A especialidade é usada por pacientes com gravidade moderada, e que não têm risco de morte. A UTI, ao contrário, presta serviço especializado e com quantitativo maior de equipe.

Apesar do governo ter anunciado a abertura dos leitos de UTI nos hospitais de campanha, a Secretaria de Saúde negou que isso tenha sido prometido. Mas em diversas ocasiões houve a confirmação da inauguração desse tipo de vaga, inclusive durante uma entrevista com Ibaneis, em 12 de abril.

Ibaneis Rocha fala sobre instalação de leitos de UTI em hospitais de campanha do DF

O governador garante que as vagas de UCI serão suficientes para zerar a fila dos pacientes que aguardam por uma UTI. Ibaneis chegou a dizer que “os leitos em hospitais de campanha não serem descritos como UTI é somente por conta da ausência de centro cirúrgico no local”.

Ocupação de leitos

Até as 10h30 desta terça-feira, 24 pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 estavam à espera de um leito de UTI na rede pública do DF. Na rede privada, a taxa de ocupação das vagas para essa finalidade estava em 85,65%, até as 10h25.

Ao todo, o sistema público de saúde do DF tem 480 leitos de UTI, sendo que 388 estão ocupados, 27 bloqueados e 65 livres. Nesta quinta-feira (6), a capital passou das 8 mil mortes por Covid-19 e chegou a 384.031 infectados.

Inauguração do Hospital de Campanha de Ceilândia, em 21 de janeiro, também teve aglomeração de pessoas — Foto: Luiza Garonce/TV Globo

Inauguração do Hospital de Campanha de Ceilândia, em 21 de janeiro, também teve aglomeração de pessoas — Foto: Luiza Garonce/TV Globo

Atendimento

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, informou que o Hospital de Campanha do Gama começa a atender ainda nesta sexta. “Cerca de 22 pacientes serão transferidos. Eles foram selecionados pela empresa gestora que assumiu o hospital”, disse.

Apesar do sistema público estar mais desafogado em comparação aos meses anteriores, o secretário disse que, em caso de uma nova alta, a unidade está a postos para atender os pacientes.

“Cada dia que passa, temos observado o surgimento de novas variantes. O DF já terá leitos, se tivermos que trabalhar com o aumento de casos”, afirmou.

Ibaneis também garantiu que os hospitais de campanha permanecerão em funcionamento, mesmo que o quadro da pandemia fique menos intenso na capital.

“Vamos ter condições de atender toda população até que essa crise passe e todos estejam vacinados”, comentou o governador.

No ano passado, o GDF desativou o Hospital de Campanha do Mané Garrincha no momento em que reduziu o total de pacientes no sistema de saúde. No entanto, desde fevereiro, a rede pública e privada da capital passaram por sobrecarga e 400 pacientes chegaram a ficar na lista de espera por um leito.

Fonte: G1

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